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Medicina
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Trabalhadores com estilo de vida estressante, que fumam, têm trabalhos exigentes e com pouco apoio social correm um risco maior de tirar licença médica devido a problemas de saúde mental. É o que diz um estudo publicado na edição de agosto do periódico científico Journal of Occupational and Environmental Medicine.

Pesquisadores suecos analisaram dados de 12 000 trabalhadores e descobriram que, ao longo de cinco anos, cerca de 8% foram afastados do emprego por sofrerem de problemas psiquiátricos. Destes, 75% eram mulheres.

Os resultados confirmam pesquisas anteriores que já haviam mostrado que condições psicológicas no ambiente de trabalho afetam as taxas de licença médica por problemas de saúde mental. Para reduzir esse risco, segundo a pesquisa, os trabalhadores devem ser incentivados a uma prática atividade física regular e de alta performance. Além disso, os autores do estudo defendem que os empregadores passem a abordar os problemas existentes no ambiente de trabalho.
"Intervenções, como reduzir as elevadas exigências do trabalho podem revelar-se eficazes para diminuir o risco de licença médica associadas a transtornos mentais", disse Lisa Mater, uma das autoras do estudo e pesquisadora do Instituto Karolinska, na Suécia.

Enxaqueca tem relação estreita com stress no trabalho

O stress provocado pelo trabalho é um importante fator de risco para a enxaqueca, indica um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a pesquisa, profissões extremamente exigentes e ambientes de trabalhos ruins estão associados a uma maior frequência desse tipo de dor.
O stress é conhecido por causar a enxaqueca, mas as pesquisas realizadas até agora não haviam chegado a conclusões consistentes sobre a relação entre o stress no trabalho especificamente e as dores de cabeça. Os principais estudos sobre o impacto de profissões estressantes na saúde apontavam que elas estão associadas, por exemplo, a um maior risco de doenças cardiovasculares e de dores musculares.

A nova pesquisa foi realizada por especialistas da USP e também da Fundação Oswaldo Cruz, Universidade Federal Fluminense e Universidade Federal de Minas Gerais. Os resultados serão publicados na edição impressa do mês de julho do periódico European Journal of Pain.
A pesquisa se baseou nos dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA Brasil), levantamento realizado com mais de 15 000 funcionários de cinco universidades e um centro de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre Salvador e Vitória. A idade dessas pessoas quando o estudo começou, em 2008, variava de 35 a 74 anos.
A análise sobre stress no trabalho e enxaqueca, especificamente, foi feita a partir dos dados de 6 372 participantes do ELSA. Eles responderam a dois questionários. Um era sobre enxaqueca, como se haviam sofrido alguma crise no último ano, a frequência com que tinham o problema e os sintomas que acompanhavam as dores. O outro questionário foi aplicado para medir o stress que esses indivíduos sofriam na profissão, usando como base fatores como demanda de tarefas e ambiente de trabalho. Os voluntários foram acompanhados durante um ano.
Relação - Os resultados mostraram que fatores que desencadeiam stress no trabalho foram mais prevalentes entre os participantes que sofriam enxaqueca (ou seja, que tiveram ao menos uma crise no ano anterior) do que entre aqueles que não tinham o problema.
De acordo com o estudo, quem sofre crises de enxaqueca com maior frequência é mais propenso a ter trabalhos mais exigentes - ou seja, que envolvem tarefas com pouco tempo para serem realizadas ou que exigiam muito esforço para serem concluídas, por exemplo. Além disso, a pesquisa indicou que indivíduos que sofrem enxaqueca também tendem a atuar em ambientes profissionais ruins e a ter trabalhos nos quais possuem pouca autonomia para tomar decisões ou realizar tarefas variadas.
O estudo também descobriu que a relação entre stress no trabalho e enxaqueca é ainda mais forte entre mulheres do que homens. Os autores afirmaram, no artigo, que o motivo que leva a essa diferença deve ser estudado de forma mais aprofundada no futuro.

Trabalhadores com estilo de vida estressante, que fumam, têm trabalhos exigentes e com pouco apoio social correm um risco maior de tirar licença médica devido a problemas de saúde mental. É o que diz um estudo publicado na edição de agosto do periódico científico Journal of Occupational and Environmental Medicine.

Pesquisadores suecos analisaram dados de 12 000 trabalhadores e descobriram que, ao longo de cinco anos, cerca de 8% foram afastados do emprego por sofrerem de problemas psiquiátricos. Destes, 75% eram mulheres.

Os resultados confirmam pesquisas anteriores que já haviam mostrado que condições psicológicas no ambiente de trabalho afetam as taxas de licença médica por problemas de saúde mental. Para reduzir esse risco, segundo a pesquisa, os trabalhadores devem ser incentivados a uma prática atividade física regular e de alta performance. Além disso, os autores do estudo defendem que os empregadores passem a abordar os problemas existentes no ambiente de trabalho.
"Intervenções, como reduzir as elevadas exigências do trabalho podem revelar-se eficazes para diminuir o risco de licença médica associadas a transtornos mentais", disse Lisa Mater, uma das autoras do estudo e pesquisadora do Instituto Karolinska, na Suécia.

Enxaqueca tem relação estreita com stress no trabalho

O stress provocado pelo trabalho é um importante fator de risco para a enxaqueca, indica um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a pesquisa, profissões extremamente exigentes e ambientes de trabalhos ruins estão associados a uma maior frequência desse tipo de dor.
O stress é conhecido por causar a enxaqueca, mas as pesquisas realizadas até agora não haviam chegado a conclusões consistentes sobre a relação entre o stress no trabalho especificamente e as dores de cabeça. Os principais estudos sobre o impacto de profissões estressantes na saúde apontavam que elas estão associadas, por exemplo, a um maior risco de doenças cardiovasculares e de dores musculares.

A nova pesquisa foi realizada por especialistas da USP e também da Fundação Oswaldo Cruz, Universidade Federal Fluminense e Universidade Federal de Minas Gerais. Os resultados serão publicados na edição impressa do mês de julho do periódico European Journal of Pain.
A pesquisa se baseou nos dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA Brasil), levantamento realizado com mais de 15 000 funcionários de cinco universidades e um centro de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre Salvador e Vitória. A idade dessas pessoas quando o estudo começou, em 2008, variava de 35 a 74 anos.
A análise sobre stress no trabalho e enxaqueca, especificamente, foi feita a partir dos dados de 6 372 participantes do ELSA. Eles responderam a dois questionários. Um era sobre enxaqueca, como se haviam sofrido alguma crise no último ano, a frequência com que tinham o problema e os sintomas que acompanhavam as dores. O outro questionário foi aplicado para medir o stress que esses indivíduos sofriam na profissão, usando como base fatores como demanda de tarefas e ambiente de trabalho. Os voluntários foram acompanhados durante um ano.
Relação - Os resultados mostraram que fatores que desencadeiam stress no trabalho foram mais prevalentes entre os participantes que sofriam enxaqueca (ou seja, que tiveram ao menos uma crise no ano anterior) do que entre aqueles que não tinham o problema.
De acordo com o estudo, quem sofre crises de enxaqueca com maior frequência é mais propenso a ter trabalhos mais exigentes - ou seja, que envolvem tarefas com pouco tempo para serem realizadas ou que exigiam muito esforço para serem concluídas, por exemplo. Além disso, a pesquisa indicou que indivíduos que sofrem enxaqueca também tendem a atuar em ambientes profissionais ruins e a ter trabalhos nos quais possuem pouca autonomia para tomar decisões ou realizar tarefas variadas.
O estudo também descobriu que a relação entre stress no trabalho e enxaqueca é ainda mais forte entre mulheres do que homens. Os autores afirmaram, no artigo, que o motivo que leva a essa diferença deve ser estudado de forma mais aprofundada no futuro.

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