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Quem sofre de insônia sabe que a dificuldade é muito maior do que a quantidade de horas dormidas durante uma noite.

Quem sofre de insônia sabe que a dificuldade é muito maior do que a quantidade de horas dormidas durante uma noite.

Na verdade, os insones enfrentam principalmente problemas para pegar no sono e também para conseguir manter a qualidade desse descanso. Uma nova revisão de 20 estudos científicos mostrou que os comprimidos para induzir o sono não são os únicos que apresentam resultados satisfatórios para resolver esses casos. Segundo o levantamento, publicado na revista científica Annals of Internal Medicine, a terapia cognitivo comportamental (TCC) é uma arma eficaz para quem não consegue dormir. O objetivo da TCC é, por meio de mudanças de hábitos, reprogramar o cérebro para ensiná-lo a adormecer.

Para o estudo, foram acompanhadas 1 162 pessoas com insônia crônica. De acordo com os resultados, os voluntários tratados com terapia caíram no sono 20 minutos mais rápido e passaram 30 minutos a menos acordados durante à noite - quando comparados com aqueles que não seguiram o método. Os insones também relataram uma melhora de 10% na eficiência do sono. "Isso reforça as recomendações de que a terapia cognitivo-comportamental deve ser a intervenção inicial sempre que possível para pessoas que sofrem do problema", escreveu James M. Trauer, um dos pesquisadores, do Centro de Distúrbios do Sono, na Austrália.
Entre as recomendações mais comuns da terapia cognitivo-comportamental, está a de não ficar rolando na cama se não conseguir dormir em, no máximo, 20 minutos. O próximo passo é levanta-se e fazer algo relaxante. O intuito é associar o local do sono com relaxamento e conforto - não com um lugar para frustração e preocupação. Técnicas de respiração, relaxamento e meditação também podem ser eficazes. A vantagem, segundo os médicos, é que as pessoas que adotam a terapia não precisam ficar dependentes dos medicamentos para dormir e, por isso, não sofrem efeitos colaterais. No Brasil, 76 milhões de homens e mulheres têm problemas para dormir. Deles, 22,8 milhões são insones crônicos.

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