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O excesso de peso atinge 52,5% da população adulta do Brasil, segundo a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde. O levamento foi feito em 2014.

O excesso de peso atinge 52,5% da população adulta do Brasil, segundo a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde. O levamento foi feito em 2014.

 

 

No ano anterior, o índice havia ficado em 50,8%. Em um período de nove anos, o problema cresceu 23%.O excesso de gordura atinge mais o sexo masculino --chega a 56,5% entre os homens, contra 49,1% das mulheres-- e os mais velhos --61% das pessoas entre 45 e 64 anos, contra 38% dos jovens.Quando considerado o nível de escolaridade, o sobrepeso cai para 22,7% entre aqueles que estudaram por até oito anos e para 12,3% entre quem estudou por mais de 12 anos. 

O índice de obesos permaneceu quase estável pelo terceiro ano, em 17,9% da população brasileira. 

Colesterol

Do total de entrevistados, 20% disseram ter diagnóstico médico de colesterol alto. Nesse caso, são as mulheres que registram percentual acima da média nacional, de 22,2%, contra 17,6% dos homens. Segundo o ministério, o alto índice verificado entre as mulheres pode estar ligado a uma atenção maior dada à saúde por parte delas, o que levaria ao aumento de diagnóstico da doença.Em ambos os sexos, o colesterol alto se torna mais comum com o avanço da idade e entre as pessoas de menor escolaridade.

Paulistanos são os mais sedentários

Apesar do elevado índice de sobrepeso, a pesquisa revela o crescimento de hábitos saudáveis, como o aumento da prática de atividade física e a alimentação com menos gordura.

O número de pessoas que pratica atividade física subiu 18% nos últimos seis anos, sendo que as capitais onde as pessoas mais se exercitam são Florianópolis e Vitória, respectivamente. São Paulo é onde as pessoas são mais sedentárias. 

No entanto, ainda é alto índice da população fisicamente inativa: 15,4% da população disse não ter feito nenhuma atividade nos últimos três meses. Dos entrevistados, 35,3% disseram dedicar pelo menos 150 minutos do seu tempo livre aos exercícios.

Os números, levantados anualmente pela pasta desde 2006, servem para subsidiar ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Os quilos a mais na balança são fatores de risco para doenças crônicas, como as do coração, hipertensão e diabetes. 

Segundo o governo, as doenças crônicas não transmissíveis respondem por 72% dos óbitos no Brasil.

Foram ouvidas por telefone 40.853 pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal.

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