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Estudo mostrou que quatro semanas de abstinência de bebidas alcoólicas traz benefícios para o sono, concentração, fígado -- além de, claro, ajudar a perder peso

Estudo mostrou que quatro semanas de abstinência de bebidas alcoólicas traz benefícios para o sono, concentração, fígado -- além de, claro, ajudar a perder peso

 

Deixar de ingerir bebidas alcoólicas durante quatro semana traz benefícios mensuráveis para a saúde. É o que diz um estudo que deve ser apresentado durante a reunião anual da Associação Americana para o Estudo de Doenças do Fígado, realizada  em São Francisco, nos Estados Unidos.
O estudo mediu o impacto da abstinência temporária de álcool em 102 pessoas. De acordo com informações do jornal britânico The Guardian, os resultados mostraram que, após um mês sem álcool, os voluntários tiveram uma redução da fibrose do fígado (condição que pode levar à cirrose), da pressão arterial e da resistência à insulina, o que reduz a probabilidade de desenvolvimento do diabetes.

Embora o estudo ainda não tenha sido publicado na íntegra, os resultados divulgados são coerentes a de outra pesquisa já realizada por pesquisadores do mesmo instituto - Instituto do Fígado e da Saúde Digestiva da Escola de Medicina da University College London (UCLMS, na sigla em inglês). Em 2013, dez membros da equipe da revista britânica New Scientist que ficaram um mês sem consumir bebidas alcoólicas tiveram uma redução de 15% na gordura do fígado. Além de relatarem melhor qualidade no sono e maior concentração, os participantes perderam, em média, 1,5 quilo.

 

Sobre Gestantes 

Não há quantidade de álcool segura a ser consumida durante a gravidez. Essa é a nova recomendação da Academia Americana de Pediatria, baseada em estudo publicado no periódico científico Pediatrics.

A ingestão de bebidas alcoólicas na gestação tem sido associada a problemas neurocognitivos e comportamentais na criança, assim como a diversas deformidades faciais. O grupo de sintomas é conhecido como 'espectro de desordens fetais alcoólicas' (FASD, na sigla em inglês).

Ainda de acordo com o estudo, todas as formas de álcool representam risco ao feto. Isso porque o álcool ingerido pela gestante ultrapassa a barreira da placenta e se acumula no líquido amniótico.

De acordo com a pediatra Conceição Segre, coordenadora da obra "Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido", o álcool consumido pela gestante também atinge o feto por meio do sangue do cordão umbilical, prejudicando a transferência de nutrientes e oxigênio. Cerca de uma hora depois de a gestante ingerir a bebida, o nível de álcool no sangue do feto se iguala ao medido no organismo da mãe. Mas, como o bebê tem massa corporal menor e o fígado imaturo para metabolizar a substância, calcula-se que o efeito tóxico para ele seja até oito vezes maior. As consequências dessa intoxicação permanecem a vida inteira, com intensidade variável, explicou Conceição.

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